segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Há sempre uma alternativa a este OE
Porque me identifico com a sua maneira de pensar, deixo aqui um extrato, que através do link pode ser na totalidade.
"Não há alternativa? Há sempre alternativa mesmo com uma pistola encostada à cabeça. E o que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele estivesse, de forma incondicional, ao lado do povo que o elegeu e não dos credores que nos querem extrair até à última gota de sangue."
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Açores um dos 10 melhores destinos deste Verão

A revista National Geographic Magazine inclui os Açores entre os 10 melhores destinos do próximo Verão de 2011.
A escolha desta insuspeita revista aconselha os seus leitores a efectuarem viagens a 10 locais, situados em zonas que vão deste a Patagónia, Argentina, ao Canadá, Croácia, etc. Segundo a secção Fugas do jornal O Público, a "National Geographic Traveler" colocou os Açores na 8.ª posição, descrevendo-os como um "arquipélago intocado", onde a "remota localização ajudou a limitar o turismo e o desenvolvimento". O destaque vai para os ex-líbris naturais das ilhas açorianas, onde se podem encontrar "verdes montanhas vulcânicas, termas, montes cobertos de hortênsias e vinhas", mas não se esquecem as típicas cidades de casas brancas, os moinhos de vento e as estradas de paralelos.
A National Geographic dá ainda especial destaque a três ilhas - Terceira, Faial e São Miguel, e relembra o cozido das Furnas e a época das festas açorianas, com "numerosas procissões religiosas e eventos culturais".
O texto é ilustrado como uma imagem de banhistas nas piscinas naturais de São Lourenço, Vila do Porto, Santa Maria.
A lista contempla ainda Muskoka Cottage Country (Canadá), Patagónia (Argentina), Cardiff(Reino Unido), Arquipélago de Estocolmo (Suécia), Roatan (Honduras), Ístria (Croácia), Ilhas de San Juan e Mineápolis (ambos nos EUA).(foto retirada daqui)
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Uma opinião insuspeita
Artigo do New York Times fala em 'pressão injusta e arbitrária' sobre Portugal

Em artigo no New York Times de hoje, intitulado «O Resgate Desnecessário de Portugal», Fishman diz que o pedido de ajuda português, depois do irlandês e do grego, «deve ser um aviso a democracias em todo o lado», porque «não é realmente sobre dívida».
«Portugal teve um forte desempenho económico nos anos 1990 e estava a gerir a sua recuperação da recessão global melhor que vários outros países na Europa, mas foi sujeito a uma pressão injusta e arbitrária dos negociadores de obrigações, especuladores e agências de rating », afirma o professor de sociologia da Universidade de Notre-Dame.
Estes agentes dos mercados financeiros conseguiram, por «razões míopes ou ideológicas» levar à demissão de um Governo democraticamente eleito e potencialmente «atar as mãos do que se lhe segue», adianta Fishman, autor de um livro sobre o euro.
«Se forem deixadas desreguladas, estas forças de mercado ameaçam eclipsar a capacidade dos governos democráticos - talvez mesmo dos Estados Unidos - para fazer as suas próprias escolhas sobre impostos e gastos», sublinha Fishman.
O sociólogo estabelece semelhanças entre Portugal e a Grécia e Irlanda, mas ressalva que enquanto estes dois países apresentavam «problemas económicos claros e identificáveis», Portugal «não tinha subjacente uma crise genuína» e foi sim «sujeito a ondas sucessivas de ataques por negociadores de obrigações».
O contágio no mercado e os downgrades de ratings tornaram-se numa «profecia que se realiza a ela mesma», uma vez que as agências «forçaram o país a pedir ajuda elevando os seus custos de financiamento para níveis insustentáveis».
«Distorcendo as percepções de mercado da estabilidade de Portugal, as agências de rating - cujo papel de favorecimento da crise do subprime nos Estados Unidos foi amplamente documentado - minaram quer a sua recuperação económica, quer a liberdade política».
Agora, Portugal enfrenta políticas de austeridade impopulares, que vão afetar empréstimos a estudantes, pensões de reforma, alívio da pobreza e salários da função pública.
Fishman sugere que as descidas de rating e pressão sobre a economia resultaram ou de «ceticismo ideológico em relação ao modelo de economia mista em Portugal», ou de «falta de perspectiva histórica» relativamente a um país onde o nível de vida subiu rapidamente nos últimos 25 anos, tal como a produtividade, enquanto o desemprego desceu.
Embora o optimismo dos anos 1990 tenha resultado em «desequilíbrios económicos resultado de gastos excessivos», Fishman defende o desempenho recente do país pós, e mesmo que a queda do governo é «política normal» e «não incompetência, como alguns críticos de Portugal têm retratado».
O sociólogo levanta também a questão de o BCE não ter comprado obrigações portuguesas de forma «agressiva» para afastar a última onda de «pânico» nos mercados, e a necessidade de regular as agências de rating na Europa e Estados Unidos.
«A revolução portuguesa de 1974 inaugurou uma onda de democratização que varreu o globo. É bem possível que 2011 marque o início duma onda de usurpação da democracia por mercados desregulados, com a Itália, Espanha e Bélgica como próximas vítimas potenciais», afirma.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Outra vez M.Amaral? Não há mais ninguém?
Quando Pedro P.Coelho numa decisão arrojada e muito discutível apresenta o zigazagueante cidadão independente Fernando Nobre como cabeça de lista por Lisboa e candidato à Assembleia da República, o PSD-Açores, numa decisão nada surpreendente, mas criticável, apresenta o mesmo seu candidato de todas as eleições parlamentares, ainda antes do 25 de Abril.

Que dirão os novos quadros do PSD-A, que pretendem afirmar-se pela diferença de pensamento e de estratégia política? NADA!
Como poderão eles bolir com o "status quo" instalado há décadas?
Estão quedos e mudos, até que Berta Cabral também caia sem conseguir o que a sua ambição legítima aspirou: chegar a Santana.
Penso que Mota Amaral é um político acabado, embora com passado.
Tal como aconteceu ao seu conterrâneo Jaime Gama, que reconheceu as suas limitações, o seu tempo acabou. Há um tempo para tudo na vida.
Dr. M.A: Tenha a humildade de reconhecer, que como mais antigo parlamentar em funções deve dar lugar a outro, com mais dinamismo, ideias novas e diferentes, e que a política não já não se faz de um proselitismo maniqueísta, de um discurso pseudo-democrático, considerando os adversários os maus da fita, os irresponsáveis, diabólicos e hereges.
A escolha de Mota Amaral, dá a noção de que o PSD-A não se libertou do antigo líder. Continua a usar o velho e cansado cacique para atrair votos, alegando "experiência e credibilidade política" como se ele fosse o impoluto. Mas o eleitorado já não é o mesmo de há 20 anos.
Parafraseando um psiquiatra conhecido: Inventem-se novos deputados!
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Cavaco refém de AJJardim

Se o fosse, certamente, teria sido coerente com a escolha de um açoriano para o cargo de RR que os há também com projeção e capacidade reconhecidas.
Em política o que parece é, e esta decisão é a prova que há dois pesos e duas medidas e que o PR é refém da influência de AJJardim, que naturalmente aconselhou Cavaco na sua escolha.
Não sendo fundamental a escolha de uma personalidade natural dos Açores para o exercício de um cargo não eleito e com vida efémera, seria de toda a conveniência que o mesmo critério fosse seguido para a escolha dos RR das duas regiões autónomas.
Assim só nos resta concluir que Cavaco é contra os açorianos que são contra Cavaco e por isso ele não é o Presidente de todos os portugueses. Mais: Cavaco deu provas de um sectarismo que não prenuncia um mandato conciliador e supra-partidário, como ele afirmou, o que é muito grave para o mais alto representante do povo português.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Novo Rep.República é Pedro Catarino (embaixador)

Embaixador Pedro Catarino nomeado representante da República nos Açores.
Cavaco optou por um embaixador que deu provas nas negociações para a transferência de Macau para a China e nas negociações com os EUA.Nenhuma outra personalidade melhor para iniciarmos contactos preliminares com vista a uma hipotética independência ou, se não chegarmos lá, à criação de um estado federado.
Se ele "tudo o que fez fez bem feito", no dizer de C.César, é caso para acreditarmos que ele saberá entender a açorianidade e tudo o que daí advém expresso na legislação regional e nas pretensões dos açorianos.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Recusamos Marques Mendes e outros que tais...

Quem não atribui grande importância à política, poderá ter aceite a nomeação/mentira, sem pestanejar nem comentar.
Pode,no entanto o Presidente da República estar a preparar alguém que seja próximo da sua entourage e do seu grupo de apoiantes, como se representar a república fosse o mesmo que representar o Presidente da República. As escolhas das personalidades convidadas por Cavaco para o conselho de Estado, não deixam adivinhar nada de bom.
Cavaco, tal como no tempo da AD, rodear-se-á de súbditos e apoiantes, colocando-os nos lugares cuja nomeação lhe cabe. Mesmo que o Governo e a Assembleia Legislativa Regional discordem do nome proposto por Belém.
Cavaco é Cavaco e a capa de bonomia e consenso faz lembrar a função conciliadora e moderadora imposta por D.Pedro IV na Carta Constitucional, para agradar à nobreza e ao clero e com laivos de absolutismo.
Não basta dar a palavra ao povo. É preciso respeitá-lo na sua totalidade e não só nas facções maioritárias, resultantes dos atos eleitorais.
Se os responsáveis políticos regionais não se apressarem a colocar a substituição do representante da república na agenda, pode ser que o Cavaquismo chegue aos Açores, por intermédio de mais um serventuário do centralismo, mais interessado em agradar ao inquilino de Belém do que em servir as justas aspirações e desígnios do povo açoriano que ajudou D.Pedro a derrotar o absolutismo miguelista.
Parece que a história se repete.
sábado, 12 de março de 2011
Romarias de fé e saudade
Céu de chumbo! Escuta... Ave
Maria, cheia de graça...
No seu cantar arrastado
A romaria lá passa...
Acordam ecos da serra,
Ó quanta fé nessa voz!
Numa toada dolente:
Mãe de Deus, rogai por nós!
Ao escutá-la, comove-se
O coração. Que tristeza!
Anda naquelas palavras
Toda a dor da Natureza.
Dor deste céu que sufoca,
Pelos atalhos de lava
Cascalho cortando os pés,
Picanços de silva brava.
Dor desta terra em silêncio,
Quando se põe a tremer...
Falas ocultas da terra
O que estarão a dizer?
Dor de quantos cantando
Choram na voz comovida,
Nas desgraças que sofreram
Os prantos da sua vida.
E o rancho passa. Os romeiros
Dois a dois eles lá vêm...
Na procissão da tristeza
Por esses campos além.
Vêm descalços. Na cabeça
Um lenço grande, enramado,
A saca e as botas ao ombro
E o chaile posto a um lado.
Numa das mãos um bordão
E o terço para rezar,
Ao sol ardente ou à chuva
Não param de caminhar.
E esta Ilha é tão comprida...
Sete dias de jornada!
Não há capela da Virgem
Que não seja visitada.
Senhor Mestre de Romeiros,
Tão velhinho inda ali vai,
Beijam-lhe os outros a mão
Como filhos a seu pai.
Ó procurador das almas,
Reza por minha intenção.
Quantos sois? Eu rezarei
Por quantos no rancho vão.
E junto à voz dos romeiros
Acordam ecos da serra...
Irmãos! Uma Ave-Maria
Pela paz da nossa terra.
Armando Côrtes-Rodrigues
(1891-1971) escritor, poeta, professor.
quinta-feira, 3 de março de 2011
"A resistência de Sócrates serve Portugal"
Ali pode encontrar sérias e profundas reflexões sobre o momento político em que vivemos e que arrasam completamente as idiotas declarações de líderes perdedores da oposição, agora danados em saltar para os corredores e poleiros do poder.
Veja o último post e diga-me se não tenho razão...
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Fecharam as Portas da Cidade
Transformaram a Praça nobre de Ponta Delgada, num recinto alegadamente desportivo.
Transformaram as Portas da cidade num parque sem sentido, enredado numa teia de disparates, com um bar de má qualidade e sem condições, com painéis de publicidade, com matraquilhos.
Transformaram as portas da Cidades, o ex-libris de Ponta Delgada, num espaço para ver as transmissões do mundial, através de um ecran gigante, colocado na rua circundante.
Transformaram as portas da Cidade num recinto de mau gosto e desajeitado.
E fez-se uma inauguração com pompa e circunstância, como se tivesse sido uma ideia de génio.
Transformaram as portas da Cidade numa espécie de quintal da tia Berta.
E que dizem os arquitectos da Câmara?
A partir de agora, está aberto o precedente para instalar recintos desportivos no adro da Matriz, ou tascas, ou promover campeonatos de matraquilhos junto à Central.
Está aberto o precedente para colocar a estátua de Gonçalo Velho numa carrinha ambulante, percorrendo o concelho se Portugal vencer o primeiro jogo, e o segundo e para jogar futebol na rua dos Mercadores e António José de Almeida, até na Praça 5 de Outubro para celebrar o centenário da República.
Que dizem os arquitectos da Câmara? Concordam, certamente!
Transformaram as Portas da Cidade no que não deve ser: um espaço onde cabe tudo, inclusivé os disparates de quem acha que se o Povo quer futebol, dê-se-lhe futebol e sopas do Espírito Santo e pancadinhas nas costas e sorrisos e música e tudo tudo tudo, pois a patetice e a mediocridade ainda não pagam impostos. Se pagassem, não haveria necessidade de um PEC...
Enredaram as Portas da Cidade e ninguém diz nada!
domingo, 21 de março de 2010
Quem haveria de dizer?!...Regressar às cisternas!
A associação ambientalista "Amigos dos Açores" propôs hoje a aposta no antigo sistema de captação e armazenamento de água em cisternas familiares como forma de minimizar o impacto de eventuais períodos de seca nas ilhas.
Numa mensagem emitida a propósito do Dia Mundial da Água, que se celebra segunda feira, os Amigos dos Açores alertam para urgência na adoção de novos comportamentos na gestão dos recursos hídricos da Região impostos pelas previsões no domínio das alterações climáticas.
No caso dos Açores, as previsões nesse domínio de técnicos do Instituto de Meteorologia "apontam para invernos mais frios e com precipitação temporalmente mais concentrada e para verões mais quentes" o que poderá implicar, a médio prazo, "períodos de seca em algumas ilhas, dada a potencial diminuições de retenção e infiltração de água", sustenta.
Para prevenir os problemas de abastecimento associados a um quadro dessa natureza, os Amigos dos Açores propõem que as entidades regionais incentivem uma "gestão descentralizada" da água, comparticipando iniciativas privadas de captação e armazenamento, como acontece no domínio da energia, com os apoios à produção para auto-consumo.
Alertam igualmente para o mau uso da água no arquipélago, indicando que em alguns municípios açorianos se registam perdas, devido à precariedade dos sistemas de captação e distribuição, da ordem dos 50 por centro.
Além disso, "são utilizadas, diariamente, grandes quantidade de água potável para finalidades de que necessitam de tão importante recurso", como determinadas actividades agrícolas e industriais, ou lavagens de carros edifícios.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Artur Lima tem visão centralista do Triângulo
nada. E exemplificou com a necessidade de obras de ampliação no aeroporto do Faial, na desactivação de valências e serviços no Hospital Distrital (!!!!!) da Horta, da eleição maioritária do PS na Câmara do Faial (Horta), mais isto e mais aquilo.O paladino da iniciativa privada foi ao ponto de criticar o desenvolvimento do whale-watching em Vila Franca do Campo, em São Miguel. Que não, que devia ser no Triângulo, blá-blá-blá-blá...
Artur Lima tem, de facto, uma concepção de política regional...(Ah!Ah!Ah!...) "Corre para o Governo!" Mas vai cansar-se
certamente, pois a meta está a uma distância de três anos e terá de aprender muito sobre cada uma das ilhas, para não identificar Triângulo com Faial, ou Horta. Percebe? Ou falta-lhe perder o medo de provar o nectar do Pico, subir o Pico, comer o bom queijo de São Jorge e de descer à Caldeira a pé. Isto, e muito mais, é que faz com que fiquemos "vacinados" de viver em Ilhas "pequenas", nos Açores profundos, rurais, não citadinos.sábado, 13 de março de 2010
Com salários destes, o país não está em crise

Com dois multimilionários em Portugal, com salários destes nas empresas públicas, mais os chorudos vencimentos nas Privadas, PORTUGAL NÃO ESTÁ EM CRISE.
A quem pagamos mais:
-Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 Euro
-Carlos Tavares: CMVM, 245.552 euros,
-Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 Euro
-Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 Euro
-Fernanda Meneses: STCP, 58.859 Euro
-José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 Euro
-Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 Euro
-Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 Euro (este é que pode pagar mais IRS)
-Luís Pardal: Refer, 66.536 Euro
-Amado da Silva: Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, ex-chefe de gabinete de Sócrates, 224.000 Euro
-Faria de Oliveira: CGD, 371.000 Euro
-Pedro Serra: AdP, 126.686 Euro
-José Plácido Reis: Parpública, 134.197 Euro
-Cardoso dos Reis: CP, 69.110 Euro
-Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euro
-Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 euros (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola)
-Guilherme Costa: RTP, 250.040 Euro
-Afonso Camões: Lusa, 89.299 Euro
-Fernando Pinto: A TAP, 420.000 Euro
-Henrique Granadeiro: PT, 365.000 Euro
Fonte: Jornal O SOL''''de 22/1/2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
O SOL e a falta de contraditório
Ao menos há uma entidade digna que pode ser uma referência aos "jornaleiros" armados em vendedores de produtos tóxicos e de venenos.
Nestes últimos dias, tenho assistido a uma paranóia do diz-se-diz-se que roça a calúnia.
O que estamos a assistir é a uma campanha montada por comentadores e políticos alfacinhas, para desviar a falta de propostas para a saída da crise.
Falta de Liberdade de imprensa? Quem não se lembra do primeiro Governo cavaquiano que a primeira medida que tomou foi ocupar com os seus boys todas as direcções e chefias da comunicação social, na altura, quase toda ela estatizada???
Quem disse na altura que havia falta de liberdade de expressão?
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Mude
MUDE
de Edson Marques
Mas comece devagar
porque a direcção é mais importante que a velocidade
Sente-se noutra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente observando
com atenção os lugares por onde passa.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abre e feche gavetas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama. Depois procure dormir noutras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais, leia outros
livros. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia, numa outra língua. Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas
cores, novas delícias.
Tente o novo todos os dias, o novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, a nova vida. Tente.
Busque novos amigos. Faça novas relações. Almoce em outros locais, vá
a outros restaurantes. Tome outro tipo de bebida, compre pão em outra
padaria.
Tome banho em novos horários, use canetas de outras cores, vá passear
em outros lugares. Ame muito e cada vez mais de modo diferente.
Troque de bolsa, de carteira, de mala, de carro. Compre novos óculos.
Escreva outras poesias. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Dê uma oportunidade ao inesperado. Abrace as surpresas.
Sonhe só o sonho certo e realize-o todo o dia.
Abra o seu coração.
Se não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Exagere na criatividade e aproveite para fazer uma viagem longa.
Experimente coisas diferentes. Mude de novo.
Você conhecerá coisas melhores e coisas piores.
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, a energia, o entusiasmo.
Só o que está morto não muda!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
M.Amaral e J.Ponte prestaram um mau serviço à Região
O PS, num comunicado da sua comissão permanente diz que "A discriminação positiva dos Açores em relação à Madeira é reduzida, nesta revisão da Lei de Finanças, de 97 Milhões de Euros para 44 M€, em 2010.
A revisão proposta ignora a geografia insular e destrói, na prática, um reconhecimento mínimo dos sobrecustos da gestão pública e da economia privada nos Açores em comparação com a Madeira.
O valor do diferencial agora encontrado mal cobre o valor anual das obrigações de serviço público no transporte aéreo inter-ilhas nos Açores, despesa essa que, como se sabe, não se coloca na Madeira. Já nem se fala nos muitos outros sobrecustos açorianos resultantes da existência de nove ilhas em comparação com as duas da Madeira e das respectivas consequências no mercado regional dos Açores e na multiplicação de serviços públicos e de serviços mínimos essenciais."
No meio de tudo isto, onde estiveram Mota Amaral e Joaquim Ponte? Foram calados por Alberto João e pelo seu ponta de lança Guilherme Silva! Nunca se ouviram, nem viram na Assembleia, não estiveram na Comissão de Economia e ninguém os ouviu nem tugir nem mugir.É caso para dizer: Oh tempora, oh mores!
De deputados açorianos destes, mudos e calados, insensíveis e subservientes, não precisamos!
Nem se dignaram explicar se concordavam ou discordavam e que implicações tem a lei, na sua opinião, para os Açores.
E que diz Berta Cabral?
-Silêncio que se vai cantar o fado....
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Srs Bispos: vinde ver onde trabalham os eurocratas
Bruxelas, 04 fev (Lusa) - O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, integra um grupo de clérigos e leigos que
visita Bruxelas de 23 a 25 de fevereiro a convite do eurodeputado Mário David (PSD), estando agendado um encontro com Durão Barroso.
Esta notícia revela a "promiscuidade" entre a Igreja católica e alguns partidos.
A isenção dos Bispos portugueses deveria ser apanágio dos servidores dos ideais cristãos e evangélicos. A troco de um prato de lentilhas e pagos pelos dinheiros do Parlamento Europeu, lá vão alguns bispos "inocentes" visitar Bruxelas e reunir com os Senhores deste mundo, cujos salários constituem uma afronta aos mais pobres.
Que "lata" terão estes defensores da Fé e da mensagem evangélica para criticar o que está mal nesta Europa a 27 que exclui milhões de pessoas?
Alguém imaginaria o Bispo de Roma ir ao Parlamento europeu, a convite de um eurodeputado italiano, juntamente com alguns bispos do Vaticano?
Quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Injectar dinheiros públicos em empresas falidas? Não!
Deslocalizar, diariamente, 60 mulheres trabalhadoras de uma fábrica da Horta para a Madalena do Pico, é uma proposta indigna e merece o nosso mais veemente protesto e não aceitamos que o encerramento da fábrica no Faial, justifique a modernização da do Pico, pois o produto laborado é importado.
Não estamos em território contínuo e o mar não é um rio!...
Nos últimos dias tem-se falado da aquisição do capital de várias empresas pela Região. Resta saber em que moldes e durante quanto tempo. É uma forma de controlar um sector para o qual o estado não está nem vocacionado nem preparado.
Antes de se capitalizar empresas com dinheiros públicos, importa investigar sobre a correcção das suas gestões, para que não estejamos todos a encher os bolsos de quem geriu os seus interesses empresariais a seu belo prazer.
O estado não serve para comprar ou encobrir os erros dos empresários, mas para zelar pelos interesses colectivos.
Os erros pagam-se e não é agora em tempo de crise que se deve apagar o mal feito e usurpar do herário público os erros cometidos em tempo de abundância.
Se a indústria da beterraba é importante para a economia micaelense, se há indústrias e empresas viáveis e socialmente indispensáveis, que se dê oportunidade a novos investidores locais ou do exterior, em parcerias ou não, para criarem novas e saudáveis empresas.
As outras, que vão à falência. Sempre assim foi!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Encerrar + Deslocalizar = DESPEDIR
Segundo noticia a RTP-A a empresa comprometeu-se com o sindicato do sector a suportar as despesas de transporte e, em casos de mau tempo, o alojamento na Madalena.
Só uma visão desajustada e contrária aos procedimentos da própria administração que mantém o escritório central em Lisboa na Avenida Miguel Bombarda, à boa maneira colonial, pode propôr uma solução destas.
O que se pretende é o encerramento da fábrica do Pasteleiro e o despedimento das funcionárias que não estarão dispostas a atravessar o canal ,diariamente de manhã e à noite, sobretudo em dias de invernia, para trabalhar atum maioritariamente importado.
Virem estas propostas de uma empresa exclusivamente açoriana, mas com um escritório em Lisboa, é de uma insensibilidade social atroz.
Não me esqueço dos apoios que a COFACO tem recebido da governação regional. Só espero que as autoridades façam valer esse argumento para não permitir desmandos, e não atribuirem mais apoios que, normalmente, não redundam em benefícios sociais.
