segunda-feira, 24 de março de 2008

Prática do Golf em pastagens açorianas


Aqui está uma forma de ultrapassar a dificuldade de construir um campo de golf, atendendo aos custos dos terrenos, da construção dos green e dos equipamentos e instalações de apoio.






"O Turismo dos Açores está a criar uma nova actividade para os adeptos do golfe. Chama-se golfe rústico açoriano e pode ser jogado em pastagens com relva baixa e sem gado. O objectivo é proporcionar uma actividade lúdica e educacional ao praticante de golfe e não praticante, e respectiva família, num contexto rural.Esta nova actividade tem a vantagem de não necessitar de campos muito preparados, que servem, em exclusivo, a finalidade desportiva. O conceito aplica-se a espaços de pasto que têm outras utilizações durante todo o ano e que acabam por ser uma espécie de campos multiusos. O encanto deste conceito açoriano reside na possibilidade de se praticar golfe em terrenos ocupados por animais domésticos, culturas agrícolas e outras zonas rurais.O golfe rústico açoriano é uma forma de promover o golfe e poderá ser um novo elemento de animação turística que vem complementar e diversificar a oferta turística dos Açores, e pretende contribuir para o desenvolvimento do turismo no arquipélago, enquanto destino apelativo para a prática da modalidade. Trata-se de uma forma diferente de praticar golfe, com graça e diversão e que em nada afecta o ambiente.As regras aplicadas ao golfe rústico açoriano são muito semelhantes às do golfe tradicional, sendo que as grandes diferenças são o local da prova – decorre numa pastagem com relva baixa e sem gado, em vez dos habituais greens em extensos campos de golfe – os buracos – nesta versão são substituídos por nove bandeiras e circunferências desenhadas na relva. No restante, pratica-se com o mesmo equipamento (um ou dois tacos), mas sem o rigor e o formalismo do golfe tradicional. Se o campo estiver enlameado joga-se com botas de cano (galochas).As ofertas de animação e lazer das unidades de turismo rural são múltiplas e cada vez mais inventivas, e o golfe rústico açoriano é um exemplo disso mesmo."

quinta-feira, 13 de março de 2008

Costa Neves- político sem ideias



Costa Neves é, definitivamente, um político sem futuro, sem discurso e sem ideias novas.
Não basta dizer que se pode fazer melhor. É preciso detectar as falhas e apresentar alternativas credíveis.
Li há dias uma entrevista no Diário dos Açores ao Dr. Costa Neves.
Duas páginas em que o ex-director regional, ex-deputado e secretário regional, ex-presidente da SATA, ex-eurodeputado, ex-secretário de estado e ex-ministro conseguiu dizer tudo menos o que a jornalista estava à espera: anunciar medidas de política concretas, caso vença as próximas regionais. Mas sobre isso, nada! Um deserto de ideias!
Uma linguagem verrinosa, de extrema esquerda, que não se entende num político que quer ser Presidente do Governo.
Costa Neves parece não ser a solução pós Vitor Cruz de que o PSD-Açores precisa.
Deste modo, C. César continuará sem lider da oposição alternativo e as próximas regionais correm o risco de atingir os valores mais altos da abstenção.
(foto do Diário de Notícias)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Um grande feito marítimo que Portugal ignorou

Genuino Madruga o açoriano natural da Ilha do Pico que cometeu a bravura de passar, sozinho, no veleiro Hemingway, pelo Cabo Horn, foi esquecido pela imprensa portuguesa. Se Genuino vivesse em Lisboa, ou fosse patrocinado por grandes empresas, o seu feito teria sido capa em jornais e revistas nacionais e estrangeiras. G.Madruga continua a sua viagem em volta do mundo, convencido, porém, de que os açorianos são tão grandes e tão bons portugueses como os melhores, mesmo que os seus nomes não cheguem nem ás rádios nem às Tv,s nacionais.
Aqui fica a mensagem que ele dirigiu após a sua passagem por aquele "cabo das tormentas" que pode ser lida em: http://www.genuinomadruga.com
"Desde Ushuaia - A passagem do Cabo Horn 29 Janeiro de 2008

Caros amigos:Cá estou nesta linda e turística cidade, na cidade mais austral do Mundo, em Ushuaia.Aqui cheguei após passar o mítico e tenebroso Cabo da Ilha de Horn, facto histórico e sem precedentes na navegação marítima Portuguesa. Efectivamente chegar até a Ilha de Horn não foi tarefa fácil.As últimas 6 milhas naveguei com vento muito forte de Oeste, pela proa, tendo mesmo levado 10 horas para onseguir chegar à Ilha, o que aconteceu no passado dia 23. Procurei uma baía abrigada onde, em segurança, ancorei o Hemingway. Preparei meu bote insuflável, fui a terra confraternizar com os dois elementos da Armada do Chile que asseguram o bom funcionamento do centenário farol da Ilha de Horn. A recepção foi óptima! Estive na Capela Stela Maris, local cheio de boas mas, também, trágicas histórias! Creio mesmo que muitas dessas histórias só podem ser entendidas por aqueles que navegando em pequenas e (sempre) frágeis embarcações, conseguem viver o suficiente para assim relatarem tão marcante evento. Muitos não o conseguiram! Para estes últimos minha e, certamente, nossa, maior Homenagem! A Ilha de Horn é o mais desolado e inóspito que uma ilha pode ser. Não têm árvores e só mesmo na parte leste da ilha "sobrevivem" alguns arbustos e plantas rasteiras. A ilha tem aproximadamente a área da Ilha do Corvo, nos Açores.Após a passagem do Cabo, contornei por Oeste e por Norte a Ilha de Horn, entrei no Canal Beagle que percorri passando por diversas ilhas até chegar a este "oásis" que é o Ushuaia. De cá partirei para Porto Willians (Chile) seguindo-se diversos canais e passagens até a ilha de Chiloe, numa distância de cerca de 1000 milhas.Para terminar, digo-vos que para além do registo em livro, na Ilha de Horn, no Farol lá está a bandeira dos Açores, atestando que no dia 24 de Janeiro de 2008 um Português, natural das Ilhas Açores, navegando só, em seu veleiro, ali esteve!Desde estas terras do Fim do Mundo,Com um grande abraço !!!!Genuíno Madruga"

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Começou o ritual eleitoral

César mandou tocar os sinos, para chamar os fiéis para a liturgia política. Ele será o celebrante, acolitado, embora, por muitos sacerdotes, meninos de coro, membros de confrarias e comissões.
E o cortejo ainda não chegiou ao adro!...
Nos salões, vão reunir, algumas vezes, os membros das irmandades. Proporão medidas e farão juras de apoio desinteressado e incondicional à causa.
Após as férias estivais, haverá a grande festa, com arraial, recolha dos compromissos eleitorais e o tradicional sermão político, seguido de aplausos e de vivas!
Cerimonial idêntico, terão outras irmandades políticas, todas elas com juras de conversão ao povo e de fidelidade aos compromissos anunciados.
César tomou a dianteira, mas Costa Neves, Lima, Aníbal Pires, e alguém do BE, marcarão datas para as suas celebrações e respectivos cortejos...
Para que as festas corram bem e o povo goste, importa prepará-las: contratar as bandas, os artistas, as luzes, as bandeiras, as taças e os melhores lugares para os dedicados e indefectíveis. É que atrás do pálio, estão reservados, lugares para os segundos protagonistas que, vestidos de opas vermelhas e armados de varas, assumem, publicamente, o bom desempenho da festa.
Afinal, o cerimonial do poder cívico é uma réplica da liturgia católica!...
Quão difícil é "dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus"!...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Fomos mencionados pelo Arrastão

O destaque dado pelo blog Arrastão ( http://arrastao.org/ ) ao Azorianos, de entre quase três dezenas de outros também mencionados, comprova o que há muito defendemos: as novas tecnologias da informação TIC, revolucionaram os processos tradicionais de divulgação da opinião e da informação e constituem-se hoje num poderoso mass media quer a nível local quer a níveis mais amplos da globalização.
É uma responsabilidade a que procuraremos responder, uma vez que o nosso compromisso primeiro foi dar a conhecer os Açores ao Mundo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Alvaro Dâmaso colabora com Governo de C.César

Em 1996, por esta altura, era impensável o entendimento político entre estas duas personalidades regionais, pois ambas lutavam pelo poder.
Passados todos estes anos, Carlos César e Álvaro Dâmaso entenderam que os Açores precisam do contributo de todos, sobretudo dos que já deram provas de capacidade para o desempenho de tarefas relevantes. Um exemplo que, servindo embora estratégias político-partidárias, (não somos ingénuos!) deve ser referência para o futuro.
Aqui fica a notícia e foto publicada pelo GAC.S:

"Vantagens dos Açores devem ser valorizadas num contexto de concorrência num mercado aberto
O presidente do Governo dos Açores disse hoje ser importante identificar, promover, valorizar e potenciar, com muito rigor e realismo, as vantagens dos Açores num mercado aberto onde os capitais circulam sem barreiras e as possibilidades de investimento são cada vez mais globalizadas, sendo um esforço inglório e condenado ao fracasso tentar vender o que não tem mercado.

Carlos César falava na cerimónia da tomada de posse do novo presidente do Conselho de Administração da Agência para a Promoção do Investimento dos Açores (APIA), Álvaro Dâmaso, e da administradora não executiva, Leonor Albergaria, e apontou, como algumas dessas vantagens, a menor carga fiscal, uma população jovem, a estabilidade política e a estabilidade económica e financeira, o crescente nível de qualidade da infra-estruturação, bons sistemas de incentivos ao investimento privado e uma posição geoestratégica intercontinental revalorizada.

Particularizando, com especial ênfase, a estabilidade financeira açoriana, disse que “esta realidade é tão mais segura e evidente quanto, ao contrário do Continente e da Região Autónoma da Madeira, os Açores já efectuaram o seu esforço de consolidação e ajustamento orçamental – em que a estabilização das despesas de funcionamento da Administração Pública Regional é apenas um exemplo –, não se prevendo, por isso, a médio prazo, qualquer constrangimento na disponibilização crescente de financiamentos para promoção do investimento.”

Pelo contrário, adiantou o presidente do Governo, os Açores poderão, num quadro de novas prioridades, reforçar significativamente a disponibilização de meios à promoção do investimento privado e à qualificação dos recursos humanos.

Para Carlos César o momento é de viragem no paradigma de desenvolvimento regional, que coincide com o novo ciclo europeu de programação de fundos. Até 2013, as prioridades politicas regionais estão devidamente identificadas e quantificadas no Quadro de Referência Estratégico dos Açores (QRESA), mas a ambição do Governo Regional – revelou – “não é apenas a de repercutir linearmente esta densidade de apoios na dinamização da nossa Região. Muito para além da quantidade, queremos também ampliar a produtividade e agir no sentido do apuro do impacto real e sustentável desses mesmos recursos.”

Afirmando que a atracção de investimento externo é um factor crítico de sucesso para o desenvolvimento na Região, o presidente do Governo manifestou-se convicto dos bons resultados do trabalho da APIA e anunciou haver já intenções seguras de investimentos nos Açores em áreas ou sectores ainda pouco explorados e que representam segmentos de mercado emergentes na estrutura produtiva regional, nomeadamente nos sectores do turismo, do ambiente, energias renováveis, serviços e tecnologias.

Importa, pois – disse, a terminar – “continuar a trabalhar, fixando os projectos já apresentados e angariando outros. Os Açores necessitam dessas presenças investidoras em áreas que não estão preenchidas ou em outras que carecem de uma revalorização, sendo certo que os investidores encontrarão no Governo Regional, nessa perspectiva interveniente, um parceiro de facilitação das suas oportunidades de negócio.” (GAC.S)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Santa Maria com estação da Agência Espacial Europeia

A Agência Espacial Europeia (ESA) inaugura quinta-feira a sua primeira estação de rastreio de satélites localizada em Portugal, mais concretamente na ilha açoriana de Santa Maria, no meio do Oceano Atlântico.Nélia Figueiredo adiantou hoje à agência Lusa tratar-se de um investimento estruturante para o desenvolvimento futuro de uma ilha que, ao longo da sua história, “tem sido marcada pela implementação de tecnologia de ponta". "Primeiro com o aeroporto, agora com a estação de rastreio, Santa Maria tem sido um palco privilegiado de infra-estruturas de grande importância mundial", afirmou a autarca que gere uma ilha onde residem cerca de seis mil pessoas.Construído em 1944 por militares, o primeiro aeroporto civil açoriano localizado em Santa Maria serviu de ponto de escala obrigatória para o reabastecimento e comunicações com aviões que atravessavam o Atlântico nas ligações entre a Europa e a América. No entanto, o avanço tecnológico verificado na aviação, com aeronaves de maior autonomia de voo, originou um descréscimo a partir da década de 70 da importância deste aeroporto, actualmente gerido pela ANA.O investimento da ESA na ilha vem, agora, relançar as esperanças das autoridades locais de colocarem Santa Maria novamente no mapa mundial, disse. A estação de Santa Maria, localizada a cerca de 200 metros de elevação no topo do Monte das Flores, ficará integrada numa rede global, sendo "uma das primeiras" da rede ESTRACK com a capacidade de fazer rastreio de lançadores de satélites. O primeiro lançamento seguido a partir de Santa Maria vai ocorrer já no início deste ano, quando o primeiro ATV (Automated Transfer Vehicle), destinado a reabastecer a Estação Espacial Internacional, for lançado a partir da Guiana Francesa, a bordo do foguetão "Ariane 5". De acordo com a ESA, depois do lançamento, vai ser possível receber dados em tempo real durante todas as fases e os eventos críticos do voo. Para Nélia Figueiredo, esta infra-estrutura, além de atrair para a ilha novos habitantes com um grau de qualificação elevado, vai criar novos postos de trabalho para os marienses, dinamizando a "frágil economia local".Segundo disse, a população está expectante para ver o que vai acontecer nos próximos meses, embora nem todos estejam devidamente informados da importância e utilidade da estação da ESA."Nos próximos tempos será feita na ilha uma ampla campanha de informação para que todos percebam o que está a acontecer, além de visitas guiadas ao local destinadas aos alunos", revelou a autarca. Além de fazer o rastreio do lançamento do foguetão "Ariane 5", a estação de Santa Maria será usada, no futuro, para receber telemetrias de outros lançadores e para serviços de recepção e envio de dados, nomeadamente no caso do projecto CleanSeaNet, da Agência Europeia de Segurança Marítima, que detecta derrames de petróleo por satélite, indicou a ESA. A estação açoriana foi instalada na sequência de um acordo entre a ESA e as autoridades portuguesas, que envolve também o Governo Regional dos Açores, e é operada localmente sob contrato com um consórcio que compreende os parceiros Edisoft/Segma/GlobalEda. (www.azorianooriental.pt)