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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cavaco refém de AJJardim


A nomeação d0 Juiz madeirense Ireneu Barreto para o cargo de Representante da República, ao contrário do que sucedeu com os Açores, denota que O Presidente da República, a tal figura isenta e independente, não o é de facto.
Se o fosse, certamente, teria sido coerente com a escolha de um açoriano para o cargo de RR que os há também com projeção e capacidade reconhecidas.
Em política o que parece é, e esta decisão é a prova que há dois pesos e duas medidas e que o PR é refém da influência de AJJardim, que naturalmente aconselhou Cavaco na sua escolha.
Não sendo fundamental a escolha de uma personalidade natural dos Açores para o exercício de um cargo não eleito e com vida efémera, seria de toda a conveniência que o mesmo critério fosse seguido para a escolha dos RR das duas regiões autónomas.
Assim só nos resta concluir que Cavaco é contra os açorianos que são contra Cavaco e por isso ele não é o Presidente de todos os portugueses. Mais: Cavaco deu provas de um sectarismo que não prenuncia um mandato conciliador e supra-partidário, como ele afirmou, o que é muito grave para o mais alto representante do povo português.

sábado, 6 de junho de 2009

O espírito do 6 de Junho mantem-se!

A 6 de Junho de 1975, os micaelenses manifestaram-se em Ponta Delgada, reclamando um poder mais próximo para resolver as dificuldades que então se vivia.
Estávamos num período revolucionário. Os açorianos, que durante o regime fascista "resolveram" as dificuldades de vida emigrando para os Estados Unidos e Canadá (à razão de um milhar por mês) caminhavam, perigosamente, para a desertificação. E os que ficavam, não viam futuro.
Impunha-se uma tomada de posição firme, para que Lisboa, descentralizasse o poder e se encontrasse novos rumos, para o futuro dos Açores.
Uns gritaram: Independência!, outros Autodeterminação!, mas todos pretendiam ver os Açores mais desenvolvidos, em liberdade, estabilidade, justiça e segurança.
Há quem pretenda associar a maior manifestação popular açoriana, jamais vista, a grupos direitistas, anti-comunistas e independentistas. Seguiram-se prisões arbitrárias...
Foi, antes de mais, um protesto público, um levantar a voz perante o centralismo lisboeta, cujo horizonte raramente ultrapassa a barra do Tejo.
O grito valeu a pena e repertir-se-á quando os direitos do povo açoriano voltarem a ser violados!
(imagem retirada daqui, com a devida vénia)